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Saiba como proteger os cães do barulho dos fogos na virada do ano

É comum os cães se descontrolarem na virada do ano porque a audição deles é quatro vezes mais potente do que a dos humanos. Então, com os fogos de artifício, alguns ficam tão incomodados e acabam desenvolvendo fobias e entram em pânico. Os bichinhos podem fugir, ficar perdidos ou até serem atropelados.

Com três cãezinhos em casa, o gerente administrativo Diego Duarte diz que se preocupa com os barulhos dos fogos de artifício. Os cuidados são muitos para que eles não fiquem assustados. “Tentamos acalmar eles, pegar no colo, andar um pouco dentro e casa”, diz.

A medica veterinária Juliana Buzolin, que estuda comportamentos de animais, explica que o ideal é que o dono acostume o bichinho com barulhos desde pequenos. “A ideia é preparar o filhote até a idade de três meses para achar os sons naturais. Mesmo muito pequenos é importante que eles conheçam os sons que normalmente tem na rotina para que não cresça inseguro e medroso.”

Se o cão já é adulto, a primeira dica é colocar uma identificação no animal porque caso ele fuja, será mais fácil achá-lo. Na hora do barulho, colocar o cãozinho no colo não é a melhor alternativa, a segundo a médica é preciso interagir.

“Quando eu pego ao animal porque ele está assustado, estou reforçando o medo dele. Estou mostrando para ele que pode ter medo porque também estou com medo”, diz a veterinária.

Quem tem animais grandes também deve evitar dar muita comida por causa da possibilidade de convulsão.

 

Outro truque

Para amenizar o sofrimento do seu filho peludo, encontramos uma técnica – muito simples – chamada Tellington Touch.

Esse método se baseia na informação de que animais que possuem esse tipo de pavor também têm grande sensibilidade nas regiões traseiras, patas e orelhas.

Sendo assim, consiste em atar seu cão com um pano para que a circulação sanguínea das regiões extremas do corpo seja estimulada, amenizando as tensões localizadas no dorso do animal e diminuindo sua irritabilidade. Veja:

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Amarre seu cachorro de forma que a faixa englobe peito e dorso (formando um oito), finalize dando um nó na região traseira, mas certifique-se que não esteja exatamente sobre a coluna.

Por que funciona?

O ato de “amarrar” seu cachorro reverbera no sistema nervoso dele, que recebe a informação sensitiva, envia ao cérebro e o deixa mais calmo, visto que essa pequena pressão ativa seu sistema nervoso autônomo.

Conforme o corpo sente a pressão das faixas, sua psique e tronco entram em harmonia, fazendo com que o pet sinta-se mais seguro e possa enfrentar momentos que lhe causavam medo e pavor.

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De acordo com Helena Truksa, bióloga com foco em psicologia e especializada em comportamento animal na Ethos Animal, a técnica funciona, mas não pode ser considerada como a salvação. Pois há a questão do nível da fobia que o cão possui e isso varia de acordo com cada pet.

Contudo, ela complementa dizendo que “os cães sentem-se mais seguros em locais pequenos e apertados, e as faixas e camisetas desenvolvidas com essa finalidade, simulam esta sensação.

Quem criou?

Segundo uma publicação no site The Ann Arbor News, a técnica ‘Tellington Touch’ foi desenvolvida por Linda Tellington-Jones, que inicialmente aplicava esse método em cavalos. No entanto, hoje o procedimento é utilizado no mundo todo para amenizar também as fobias e traumas em outros animais, como os cães.

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Pela internet é possível encontrar produtos específicos, como tecidos e camisetas caninas anti-estresse. Mas “isso não quer dizer que o cachorro vai ficar tranquilo […] apenas vai ter menos medo da situação”, ressalta Truska.

E lembre-se: pegue leve na hora de apertar a faixa.

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