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Governo recua e diz que surto de malária não veio de outros estados

O surto de malária que atinge a cidade de Araguatins, no extremo norte do estado, não foi causado por pessoas infectadas em outros estados. A conclusão foi da Secretaria de Saúde do Tocantins, que investigou os casos. A hipótese mais provável é que todos os casos registrados na cidade tenham sido contraídos em um mesmo bairro, que fica as margens do rio Araguaia. O número de casos confirmados voltou a subir e chegou a 11 na cidade.

“Conseguimos identificar que todos os pacientes estiveram em uma mesma área de Araguatins no mesmo período, que é provavelmente o local de infecção. Essa área fica próxima ao Rio Araguaia”, informou o biólogo Marco Aurélio Oliveira Martins, que liderou a investigação.

A procura por atendimento no hospital da cidade mais que dobrou. Somente na última quarta-feira (18) durante o dia, 78 pessoas passaram pela emergência. Cerca de metade delas estava com febre.

Segundo a Sesau, durante todo o ano de 2016, foram registrados 22 casos confirmados de malária em todo o Tocantins. Deste total, apenas quatro foram contraídos no estado, especificamente nos municípios de Xambioá, Sandolândia, Araguatins e Marianópolis do Tocantins. Os outros 18 casos têm como origem da infecção os estados do Pará, Mato Grosso e Maranhão e os países Angola e Guiana Francesa.

O governo afirma que as pessoas que contraíram malária em Araguatins já iniciaram tratamento e passam bem.

Sintomas
As pessoas que contraem a malária sentem dores de cabeça, febre alta, dores nos músculos e calafrios. Segundo a Sesau, todos os casos suspeitos devem passar por exames de diagnóstico rápido disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde, que são o teste rápido ou o teste da gota espessa.

O teste rápido pode ser realizado em qualquer unidade de saúde e o resultado sai em 15 minutos. Já o teste da gota espessa deve ser prescrito e o resultado sai em até 24 horas. Ambos os testes usam apenas poucas gotas de sangue retiradas do dedo do doente.

Tratamento
O governo informou que o tratamento é oferecido na rede pública de saúde, administrado de acordo com o quadro de cada paciente. A orientação é que as pessoas que apresentarem os sintomas, procurem uma unidade.

Precauções
Um dos cuidados é evitar locais que são habitats naturais do mosquito Anopheles darlingi, considerado vetor principal da doença, conhecido como mosquito-prego. Ele gosta de alimentar no anoitecer e no amanhecer, segundo o gerente do laboratório de entomologia, Rogério Rios. “Se a pessoa vai pescar ou acampar em áreas ribeirinhas ou em praias de rio, é importante usar repelentes entre 18 e 22 horas e entre 3 e 6 horas da manhã”, recomendou.

 

Fonte: G1 To

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